
Boa parte dos trabalhadores britânicos muda seu sotaque para impressionar os chefes e melhorar suas perspectivas profissionais, segundo um novo estudo
Entre mil pessoas entrevistadas pela companhia britânica de pesquisas ICM Research, 38% dos que falavam com sotaque regional disseram que tiveram dificuldades de se fazer entender.
O inglês falado pela rainha foi considerado pelos entrevistados como o mais fácil de entender e o mais profissional.
Os sotaques considerados mais difíceis foram os das cidades de Liverpool e Manchester, e também da região inglesa conhecida como Midlands.
"Todo mundo tem um sotaque e, na Grã-Bretanha, os sotaques mudam perceptivelmente a cada 40 quilômetros", disse o professor de linguística David Crystal, da Universidade de Bangor, no País de Gales.
"A pesquisa mostra que agora as pessoas aprenderam a usar sotaques diferentes e alterar sua fala, dependendo das situações em que se encontram, de maneira mais vantajosa", acrescentou.
Preferência
Depois do inglês da rainha, os sotaques dos condados ingleses que cercam a cidade de Londres ficaram em segundo lugar na preferência dos entrevistados, seguidos pelos sotaques irlandês e escocês.
Entre 13 regiões incluídas na pesquisa, o sotaque londrino ficou em décimo lugar na preferência dos entrevistados.
Pessoas nascidas em Liverpool se mostraram mais inclinadas a mudar seu sotaque, seguidas de perto pelas nascidas na região de Midlands - o que inclui, por exemplo, os nascidos na cidade de Birmingham.
Um dado interessante revelado pela pesquisa é que nenhum irlandês admitiu ter mudado seu jeito de falar, seja por razões profissionais ou pessoais.
O estudo sobre sotaques foi encomendado pela empresa de equipamentos para automóveis Bury Technologies.